Wednesday, December 23, 2009

MEUS PRÓPRIOS PALÍNDROMOS XVI

ATERRO SÓ TERRA

MAR E NUMERO REMUNERAM

SÓ TIREM MÉRITOS

O TROTE É TORTO

NOIVA NO APERTO TREPA ON AVION

Tuesday, December 22, 2009

4 HORAS, 40 GRAUS.
Aquela noite fazia um calor insuportável.
Acordei por causa do calor, todo suado. Só quem gosta desse calorão é mosquito mesmo. Parece que resolvem sair da hibernação.
Levantei, fui ao banheiro e aproveitei para tomar uma água bem gelada. O chão de azulejo estava quente, e o calor era tanto que nem a água tinha gelado direito.
Merda.
Olhei pro relógio do microondas, 4 da manhã.
Acordei 4 horas mais cedo do que devia.
Meio sonâmbulo, entendi que eram 4 anos mais cedo do que devia.
Naquele momento, para mim, era dezembro de 2005.
Fiquei com a sensação de que tinha tomado uma água velha, de 4 anos atrás.
Dormi de novo.
Acordei às oito e fui à cozinha tomar café. Encontrei a geladeira vazia e a lata de lixo cheia de frios, iogurtes, leite e carnes.
Tudo com a data de vencimento de 2009, e não 2005.
MEUS PRÓPRIOS PALÍNDROMOS XV

AMARGO SOGRA MÁ.

RINITE DE TINIR

LÁ, COLETE É LOCAL

SAIR GELA ALEGRIAS

ATÉ LÁ NA CANALETA

ORAL? CLARO.
Depois de Muito tempo sem postar nada por aqui, volto com um conto que estava com a ideia há horas guardada na gaveta. Vou tentar escrever mais contos. É um bom exercicio para aprender a contar histórias com inicio, meio e fim.

Tio Hélio.


- Pai, quem é esse aqui fazendo careta?
- Esse aí é o Tio Hélio.
- Ele é irmão de quem?
- Ele ERA meu irmão.
- Olha, ele tá fazendo careta de novo nessa foto!
- É, filho. Ele era muito palhaço.
- Que pena, não conheci ele.
- É, uma pena.


- Mas pai, porque o nome dele não começava com V, como toda a família? Vanderlei, Valdir, Vilson...
- Ã...na verdade o nome dele era Valdecir.
- Valdecir?
- É que ele morreu por causa do Hélio.


- Mas quem era o Hélio? Um assassino? Um namorado? Ele era gay?
- Não, Hélio é aquele gás de encher balão. Um dia ele tava fazendo uma palhaçada, respirando gás Hélio pra falar fino. Respirou tanto gás Hélio que ficou sem oxigênio no pulmão.
- E ninguém ajudou ele?
- Não deu. Ele ficava gritando “me ajuda” com aquela voz fina. E a gente ria tanto que nem conseguia ajudar o coitado.
- ...acho que eu também não ia conseguir ajudar.