Monday, March 31, 2008

Depois de 20 dias sem postar,
MEUS PRÓPRIOS PALÍNDROMOS XII
(se vc não sabe o que são palíndromos, leia de trás p/ frente)

IRA? PÔ, EU QUE O PARI!

SÓ DAR A TARADOS

OI, NEGO GÊNIO!

O PADRE HERDA PÓ

O GOLO DO PODÓLOGO

O NENÊ VÊ VENENO

AMAR-TE É TRAMA

A CARTA MATA MATRACA

LONA TEM METANOL

A TROPA NA PORTA

A SUA GILETE LIGA? USA.

Tuesday, March 11, 2008

Previsão do tempo
Sua lembrança é uma nuvem que chove e faz o rio chorar tudo de novo.

Wednesday, March 05, 2008

REDATOR OU DIRETOR DE ARTE?
- mãe, já sei o que quero ser quando crescer!
- que ótimo, filho! e o que é?
- quero ser escritor!
- e só agora é que você me avisa? gastei uma fortuna em giz de cera à toa...
- Me liga amanhã então?
- Sim, te ligo quando estiver saindo. Daí tu conta uns 15 minutos e desce.
- Fechado.

Na manhã seguinte, o telefone não tocou. Já era 7 e meia, a hora combinada, e nada do João. Ligava pra ele, só dava na caixa de mensagens. Putz.

E o meu fim de semana? E a praia? E o surfe? E as garotas? Maldito do João. Já são 8 e meia e nada desse filho da mãe atender. Vai ver tomou todas ontem à noite e ainda não conseguiu sair da garrafa de vodca.

Me toquei pra rodoviária. Ainda tinha lugar no busão que saía às 10. Comprei uma coca e um doritos que, pra meu azar, já tava todo esmigalhado. Odeio quando pego um desses. Eu gosto mesmo é de pegar uns dois ou três, empilhar e encher a boca. Dá a impressão de que a gente está se alimentando de verdade. É, eu gosto de me enganar.

Sentei no meu lugar, poltrona 27, janela, ninguém do lado. Fiquei por uns 2 ou 3 minutos com a esperança de que sentasse uma gostosa. Mas isso aqui não acontece. Parece que lá no Rio Grande do Sul é normal andar em coletivo cheio de gostosas, tipo um comercial de cerveja. Santa colonização alemã. Danke!

Mas enfim, nenhuma gostosa na poltrona 28, mas pelo menos ficou vazia e eu pude me espraiar. Duas horas e pouco de estrada, meio dia eu tava na praia. Pelo menos não perdi o finde por causa do meu caroneiro que me deu o cano. Vai ver se deu bem na noite. Isso eu não tinha pensado. Se for isso, menos mal.

João acordou e olhou para o relógio do celular: 7:02 a.m.
Pôs o pé direito no chão, como sempre, pra dar sorte. Sentou-se à beira da cama, já com os 2 pés no chão, apoiou as mãos sobre o joelho e ficou observando seu pau ainda duro, tentando lembrar do sonho que havia sonhado (se tinha sonhado que trepava com alguém). Mas não, era apenas tesão do xixi mesmo, reflexo provocado pela bexiga cheia. Foi ao banheiro e acabou com a fantasia.

Tomou uma ducha rápida, se secou na toalha, pôs uma bermuda de surfe pra já chegar pronto na praia. Calçou as havaianas, tomou um copo de iogurte e catou um pacote de doritos, a única coisa comestível que restava no armário, pra comer na viagem.

Olhou para o relógio novamente. 7 e 35. O J.P. já devia estar puto. Jogou as coisas pra dentro do carro e foi em direção à casa dele tentando ligar, sem sucesso. Chegou na frente da casa do J.P. e nada dele. Tocou o interfone e nada. Pensou “filho da puta, tomou todas ontem e nem voltou pra casa. Deve estar por aí jogado na sarjeta”.

Ligou o carro e o foda-se e pegou a estrada. Chegando na praia, foi direto à casa do J.P. e lá estava ele, deitadão na rede, depois de um surfe na manhã.
- Cara, como é que tu já ta aqui?
- Como assim? Cansei de te esperar e peguei um busão.
- Mas eu só atrasei 15 minutinhos.
- João, tu atrasou 24 HORAS e 15 minutinhos.
- Hoje não é sábado?
- Não, hoje já é domingo.
- Caraca. Sempre me esqueço que tu mora do outro lado do meridiano.
10 minutinhos
Todo dia era a mesma coisa. Dona Constantina ia até o portão e chamava:
- Carlos Eduardo, entra que tá na hora de jantar!
- Só mais um pouquinho, mãe. Mais 10 minutinhos!
E assim se passaram alguns dias, semanas, e os 10 minutinhos já estavam virando rotina.
Até que um dia Dona Constantina chamou o menino, já esperando pela resposta dos 10 minutinhos de sempre mas, pra sua surpresa, o menino veio de bate-pronto.
- Ih, vai chover...hoje não tem 10 minutinhos, Carlos Eduardo?
- Não, mãe. Eu já completei as 24 horas.
- Que 24 horas, meu filho?
- Daquele dia que eu não pude brincar porque fiquei de cama. Já recuperei o dia todinho!