Tuesday, August 22, 2006

MEUS PRÓPRIOS PALÍNDROMOS IV
(se você não sabe o que são palíndromos, leia as frases de trás pra frente)

A GULA EM ANA ME ALUGA

O LEMA CALA CAMELO

ANITA, BATA BATINA

SE DÁ DUAS, MATAM SAUDADES

Friday, August 11, 2006

SEM SERENATA
Eu me conheço e sei que jamais vou conseguir fazer uma serenata ao pé da sua janela. Com certeza vou esquecer a letra, vou errar os acordes e vou levar uma vaia da vizinhança. Por isso, decidi que vou invadir seu jardim e enchê-lo de poesia. Plantarei roseiras para conquistar o seu olfato, morangos para satisfazer seu paladar, bromélias e orquídeas para encher os seus olhos de brilho e alegria. Quando você abrir a janela, me dê um beijo. É o único jeito que eu sei conquistar você pelo tato.

Wednesday, August 09, 2006

CALDA DE CARAMELO
Dou uma colherada num potinho de flan e volto mais de 20 anos no tempo. Numa fração de segundos, relembro a sensação da primeira vez que havia experimentado o tal de flan. O flan é uma da poucas sobremesas que não se faz em casa. Que não existe receita da vovó. Vovós fazem pudins, sagus, chicos-balanceados, ambrosias e pavês como ninguém. Mas flan, do bom mesmo, é aquele do potinho transparente que tem no supermercado.

Em uma outra fração de segundos, também percebo outra coisa. Que o sabor é um prazer instantâneo. Tão instantâneo que a gente logo quer outra colher de flan, talvez com um pouco mais de calda. Do mesmo jeito que, quando termino de te beijar, logo já quero outro beijo. Com mais gostinho de caramelo.