Thursday, July 27, 2006

Monday, July 10, 2006

SOBRE OS FIGURANTES DOS NOSSOS SONHOS.
Como nos nossos sonhos, tudo acabou assim, sem um final lógico. Sem um adeus, sem um aceno, sem um beijo de despedida. Aquele beijo sem paixão, mas que tem o seu valor, como se fizesse parte de um protocolo. Aliás, ele só tem valor protocolar porque demarca o fim do amor, que é algo sem protocolos.

Então eu acordei e fiz esforço para voltar àquele sonho. Mas você sabe, isso jamais funciona. Assim como, nos sonhos, a gente jamais consegue correr quando precisa, gritar quando precisa, frear quando precisa.

Esses dias, pela primeira vez eu percebi que os nossos sonhos não são feitos apenas de protagonistas. Existem também os figurantes. Eles estão lá, cada qual com suas próprias caras, ações e até figurinos. Mas, por algum motivo, eles não chamam atenção. Assim como, por algum motivo, você insiste em fazer parte da minha história. Que eu não consigo mudar o roteiro, não consigo correr, não consigo fugir.