Friday, February 17, 2006

DAS JANELAS
Seu Celestino, parente mais próximo de uma tia viúva e sem filhos que falecera, ganhou de herança um apartamento localizado no centro da cidade. Bem mais próximo do seu emprego e com todas as facilidades da região central. Os dias se passavam e seu Celestino continuava desconfortável com a mudança. Perguntado sobre o não lhe agradava, ele olhou pela janela com vista para outros tantos prédios cinzas e respondeu:
- Acho que prefiro a casinha antiga. Lá, quando eu chegava depois de um dia inteiro de trabalho, meu filho me avistava entrando pelo portão e atravessava todo aquele campo correndo pra me dar um abraço.

Thursday, February 02, 2006

MÉTRICA? QUE MÉTRICA?
Em meus poemas
eu dispenso a métrica.
Porque pra demonstrar
o meu amor por você
eu gosto é de falar
sem medir as palavras.