Sunday, April 25, 2004

E de repente ele aparece de sopetão, sem avisar, sem ser convidado. Como de costume.
- Entre, a porta está aberta. Afinal, já nos conhecemos de longa data. Por onde você andava esse tempo todo? Não dá mais as caras, nenhum telefonema, não manda notícias, sequer um mísero email de corrente você foi capaz de repassar. Simplesmente me abandonou. Foi embora aos pouquinhos, em doses homeopáticas. Na ponta dos pés, pra não acordar alguém que estava em sono profundo, sonhando. Isso por um lado foi bom. Mas o ruim é que depois a pessoa acorda, percebe que você se foi e, mesmo assim, fica insistindo em acreditar no sonho que já acabou.
E pelo visto você continua o mesmo. Deixe-me ver. É, acho que sim. Mas, engraçado...apesar de andar sumido, eu vinha pensando bastante em você ultimamente. Talvez estivesse sentindo a sua falta, eu admito. Acho que estava pressentindo a sua chegada. Na verdade eu não tinha muita certeza de que era você quem estava chegando. Você sabe, eu costumo confundí-lo com os outros. É tudo culpa sua. Porque você, Amor, tem essa mania de andar sempre junto com a Amizade. E eu faço uma tremenda confusão.

No comments: