Monday, July 13, 2009
Tio Hélio.
- Pai, quem é esse aqui fazendo careta?
- Esse aí é o Tio Hélio.
- Ele é irmão de quem?
- Ele ERA meu irmão.
- Olha, ele tá fazendo careta de novo nessa foto!
- É, filho. Ele era muito palhaço.
- Que pena, não conheci ele.
- É, uma pena.
...
- Mas pai, porque o nome dele não começava com V, como toda a família? Vanderlei, Valdir, Vilson...
- Ã...na verdade o nome dele era Valdecir.
- Valdecir?
- Sim, o apelido dele era esse porque ele morreu de Hélio.
- Quem era o Hélio? Um bandido? Uma doença?
- Não, Hélio é aquele gás de encher balão. Um dia ele tava fazendo uma palhaçada, respirando gás Hélio pra falar fino. Respirou tanto Hélio que ficou sem oxigênio no pulmão.
- E ninguém ajudou ele?
- Não deu. Ele ficava gritando “socorro” com aquela voz fina. E a gente se finava tanto de rir que nem conseguia ajudar o coitado.
- Hahaha.
...
- Pai?
- Diga, filho.
- Porque o seu apelido é Ronaldo???
- Pai, quem é esse aqui fazendo careta?
- Esse aí é o Tio Hélio.
- Ele é irmão de quem?
- Ele ERA meu irmão.
- Olha, ele tá fazendo careta de novo nessa foto!
- É, filho. Ele era muito palhaço.
- Que pena, não conheci ele.
- É, uma pena.
...
- Mas pai, porque o nome dele não começava com V, como toda a família? Vanderlei, Valdir, Vilson...
- Ã...na verdade o nome dele era Valdecir.
- Valdecir?
- Sim, o apelido dele era esse porque ele morreu de Hélio.
- Quem era o Hélio? Um bandido? Uma doença?
- Não, Hélio é aquele gás de encher balão. Um dia ele tava fazendo uma palhaçada, respirando gás Hélio pra falar fino. Respirou tanto Hélio que ficou sem oxigênio no pulmão.
- E ninguém ajudou ele?
- Não deu. Ele ficava gritando “socorro” com aquela voz fina. E a gente se finava tanto de rir que nem conseguia ajudar o coitado.
- Hahaha.
...
- Pai?
- Diga, filho.
- Porque o seu apelido é Ronaldo???
Tuesday, June 16, 2009
nunca
por mais que você queira,
por mais que você tente,
por mais que eu te conte
você nunca vai saber
o quanto é bom te agarrar
o quanto é bom te beijar
e sentir o teu cheiro quando acordo.
o único cheiro da manhã
que consegue ser melhor
do que o cheiro do café passando.
por mais que você queira,
por mais que você tente,
por mais que eu te conte
você nunca vai saber
o quanto é bom te agarrar
o quanto é bom te beijar
e sentir o teu cheiro quando acordo.
o único cheiro da manhã
que consegue ser melhor
do que o cheiro do café passando.
Tuesday, May 05, 2009
Thursday, April 16, 2009
Monday, April 06, 2009
OLHANDO PRA CIMA
- Olha uma estrela cadente, faz um pedido!
- Fiz.
- E o que é?
- Pedi pra que não caísse mais nenhuma estrela do céu.
- Olha uma estrela cadente, faz um pedido!
- Fiz.
- E o que é?
- Pedi pra que não caísse mais nenhuma estrela do céu.
Wednesday, February 18, 2009
MEUS PRÓPRIOS PALÍNDROMOS XIV
Se você não sabe o que são palindromos, leia de trás para frente.
É VAREJO. HOJE, RAVE!
ALELUIA, CAIU LELA.
METAFORA? FAROFA TEM
ATÉ NO BUS EU QUE SUBO, NETA.
APARECE REMO, MERECE RAPA.
O PADRE HERDA PÓ
AMA CANIL ALI NA CAMA
Se você não sabe o que são palindromos, leia de trás para frente.
É VAREJO. HOJE, RAVE!
ALELUIA, CAIU LELA.
METAFORA? FAROFA TEM
ATÉ NO BUS EU QUE SUBO, NETA.
APARECE REMO, MERECE RAPA.
O PADRE HERDA PÓ
AMA CANIL ALI NA CAMA
Thursday, February 12, 2009
Tuesday, November 18, 2008
Monday, November 17, 2008
Thursday, November 13, 2008
Monday, September 01, 2008
Thursday, July 31, 2008
Tuesday, June 10, 2008
Hoje eu tive um sonho péssimo. Sonhei que eu tinha que acordar cedo, depois pegava um trânsito muito maluco, cheio de gente mal-educada para chegar num lugar estranhíssimo onde tinha um monte de gente que passava o dia todo sentado na frente de uns computadores. No final do sonho, deitei a cabeça e voltei pra realidade, onde eu posso voar, viajar pra lugares nunca vistos e conversar com pessoas de outros países, numa língua que eu nem sabia que sabia falar.
Thursday, May 15, 2008
Wednesday, May 14, 2008
Vem, vamos pra bem longe da cidade
Quem sabe até o Mar da Tranqüilidade
A gente se abraça e esquece a vida alheia
Curtindo a dois uma noite de Terra cheia.
Monday, May 12, 2008
MEUS PRÓPRIOS PALÍNDROMOS XIII
(com uma capicua em homenagem aos leitores p´rtugueses)
(com uma capicua em homenagem aos leitores p´rtugueses)
O SUL É LUSO.
SÓ CAVO SOVACOS.
ODAIR, É FERIADO!
RAMO PODRE, LERDO POMAR.
ERA PRATICO CITAR. PARE.
O ACASO TOSA CÃO.
Microconto: o gênero literário dos preguiçosos.
Foi à esquina buscar pão e leite. Chegou em casa todo borrado de batom, de mãos vazias, sem saber o que fazia com uma nota de dez no bolso.
Foi à esquina buscar pão e leite. Chegou em casa todo borrado de batom, de mãos vazias, sem saber o que fazia com uma nota de dez no bolso.
Friday, May 09, 2008
No ano do centenário, lá em casa a gente comemora os 44 anos de imigração.
Uma gravidez interrompida para poder enfrentar 50 dias no mar, costeando a Ásia, África e, por fim, cruzando o Atlântico. Um país estranho, uma língua estranha e difícil, cheia de regras que nem mesmo os nativos sabiam usar corretamente. A chegada da primeira filha é sua primeira semente plantada em solo brasileiro. As outras, de alface, tomate, repolho e pimentão, a enchente tratou de pôr por água abaixo.
Nova temporada, chega a segunda filha, o trabalho na lavoura é duro e a saudade do missoshiru, enorme. Em uma carta que devia trazer boas novas, a mensagem começa com a palavra “infelizmente”. Era a morte do seu irmão. Vem a terceira filha, tão pequenina que ficava de pé na palma da mão, batizada com o nome que significa 1000 tsurus – a ave símbolo da longevidade no Japão. Sim, a vida no novo país vai ser longa e o caminho, bastante tortuoso. Decidem por plantar tomates. Os pés de tomate crescem rapidamente, absorvendo tudo o que o solo catarinense lhes ofertava de boas-vindas. Mas o céu não foi tão generoso: trouxe a maior geada dos últimos 30 anos.
Na tentativa de combatê-la, fizeram fogueiras durante a noite, queimaram pneus, rezaram. Tudo em vão. O proprietário das terras arrendadas não quis saber de quem era a culpa, embora fosse todinha de São Pedro. Despejou as famílias da propriedade e ordenou que abandonassem suas casas sem levar nada. Então ela vai para a casa do irmão com uma mão na frente e outra atrás. E dois filhos na barriga. Com a ajuda do capataz, conseguiram recuperar seus bens na calada da noite, invadindo o que, até então, eram suas próprias casas.
O sofrimento é muito grande. É preciso mudar de ares. Cruzam o Mampituba para se unirem a outros imigrantes japoneses na colônia de Ivoti, onde nascem os gêmeos. Uma menina e um menino. A menina era forte e mamava muito. O menino, mamava o pouco que lhe restava e ainda assim vomitava quase tudo. Ela jamais imaginaria que, mais tarde, este mesmo menino teria forças para jogar bola 5 vezes por semana. Até porque, quem tem 5 filhos não tem tempo para pensar. Só trabalhar.
Naquela época, iniciava-se o cultivo de uvas de mesa na região, diferentemente dos italianos, que cultivavam uvas para a produção de vinho. Um dia, fazendo “chimia” de uva, ela se descuidou e deixou queimar o fundo da panela. O sabor doce da geléia misturado com o amargo do fundo queimado a fez lembrar de um famoso ingrediente da culinária japonesa: o shoyu. Bastou acrescentar sal para matar as saudades da terrinha. Que banquete!
As 5 crianças iam crescendo e, junto, crescia a preocupação de proporcionar uma boa educação para que todos tivessem um futuro melhor. Não restava outra opção senão juntar as tralhas e fazer a sétima mudança no Brasil. Desta vez, para a cidade. Onde novamente a raspa da panela aparece: nasce totalmente fora dos planos, o sexto filho. O segundo filho homem, registrado com o nome Keigiro que, em japonês, significa “a segunda felicidade”. Essa é apenas uma parte da história da minha mãe. E é por isso que eu respeito muito ela.
Uma gravidez interrompida para poder enfrentar 50 dias no mar, costeando a Ásia, África e, por fim, cruzando o Atlântico. Um país estranho, uma língua estranha e difícil, cheia de regras que nem mesmo os nativos sabiam usar corretamente. A chegada da primeira filha é sua primeira semente plantada em solo brasileiro. As outras, de alface, tomate, repolho e pimentão, a enchente tratou de pôr por água abaixo.Nova temporada, chega a segunda filha, o trabalho na lavoura é duro e a saudade do missoshiru, enorme. Em uma carta que devia trazer boas novas, a mensagem começa com a palavra “infelizmente”. Era a morte do seu irmão. Vem a terceira filha, tão pequenina que ficava de pé na palma da mão, batizada com o nome que significa 1000 tsurus – a ave símbolo da longevidade no Japão. Sim, a vida no novo país vai ser longa e o caminho, bastante tortuoso. Decidem por plantar tomates. Os pés de tomate crescem rapidamente, absorvendo tudo o que o solo catarinense lhes ofertava de boas-vindas. Mas o céu não foi tão generoso: trouxe a maior geada dos últimos 30 anos.
Na tentativa de combatê-la, fizeram fogueiras durante a noite, queimaram pneus, rezaram. Tudo em vão. O proprietário das terras arrendadas não quis saber de quem era a culpa, embora fosse todinha de São Pedro. Despejou as famílias da propriedade e ordenou que abandonassem suas casas sem levar nada. Então ela vai para a casa do irmão com uma mão na frente e outra atrás. E dois filhos na barriga. Com a ajuda do capataz, conseguiram recuperar seus bens na calada da noite, invadindo o que, até então, eram suas próprias casas.
O sofrimento é muito grande. É preciso mudar de ares. Cruzam o Mampituba para se unirem a outros imigrantes japoneses na colônia de Ivoti, onde nascem os gêmeos. Uma menina e um menino. A menina era forte e mamava muito. O menino, mamava o pouco que lhe restava e ainda assim vomitava quase tudo. Ela jamais imaginaria que, mais tarde, este mesmo menino teria forças para jogar bola 5 vezes por semana. Até porque, quem tem 5 filhos não tem tempo para pensar. Só trabalhar.
Naquela época, iniciava-se o cultivo de uvas de mesa na região, diferentemente dos italianos, que cultivavam uvas para a produção de vinho. Um dia, fazendo “chimia” de uva, ela se descuidou e deixou queimar o fundo da panela. O sabor doce da geléia misturado com o amargo do fundo queimado a fez lembrar de um famoso ingrediente da culinária japonesa: o shoyu. Bastou acrescentar sal para matar as saudades da terrinha. Que banquete!
As 5 crianças iam crescendo e, junto, crescia a preocupação de proporcionar uma boa educação para que todos tivessem um futuro melhor. Não restava outra opção senão juntar as tralhas e fazer a sétima mudança no Brasil. Desta vez, para a cidade. Onde novamente a raspa da panela aparece: nasce totalmente fora dos planos, o sexto filho. O segundo filho homem, registrado com o nome Keigiro que, em japonês, significa “a segunda felicidade”. Essa é apenas uma parte da história da minha mãe. E é por isso que eu respeito muito ela.
Monday, March 31, 2008
Depois de 20 dias sem postar,
MEUS PRÓPRIOS PALÍNDROMOS XII
(se vc não sabe o que são palíndromos, leia de trás p/ frente)
IRA? PÔ, EU QUE O PARI!
SÓ DAR A TARADOS
OI, NEGO GÊNIO!
O PADRE HERDA PÓ
O GOLO DO PODÓLOGO
O NENÊ VÊ VENENO
AMAR-TE É TRAMA
A CARTA MATA MATRACA
LONA TEM METANOL
A TROPA NA PORTA
A SUA GILETE LIGA? USA.
MEUS PRÓPRIOS PALÍNDROMOS XII
(se vc não sabe o que são palíndromos, leia de trás p/ frente)
IRA? PÔ, EU QUE O PARI!
SÓ DAR A TARADOS
OI, NEGO GÊNIO!
O PADRE HERDA PÓ
O GOLO DO PODÓLOGO
O NENÊ VÊ VENENO
AMAR-TE É TRAMA
A CARTA MATA MATRACA
LONA TEM METANOL
A TROPA NA PORTA
A SUA GILETE LIGA? USA.
Tuesday, March 11, 2008
Wednesday, March 05, 2008
REDATOR OU DIRETOR DE ARTE?
- mãe, já sei o que quero ser quando crescer!
- que ótimo, filho! e o que é?
- quero ser escritor!
- e só agora é que você me avisa? gastei uma fortuna em giz de cera à toa...
- mãe, já sei o que quero ser quando crescer!
- que ótimo, filho! e o que é?
- quero ser escritor!
- e só agora é que você me avisa? gastei uma fortuna em giz de cera à toa...
- Me liga amanhã então?
- Sim, te ligo quando estiver saindo. Daí tu conta uns 15 minutos e desce.
- Fechado.
Na manhã seguinte, o telefone não tocou. Já era 7 e meia, a hora combinada, e nada do João. Ligava pra ele, só dava na caixa de mensagens. Putz.
E o meu fim de semana? E a praia? E o surfe? E as garotas? Maldito do João. Já são 8 e meia e nada desse filho da mãe atender. Vai ver tomou todas ontem à noite e ainda não conseguiu sair da garrafa de vodca.
Me toquei pra rodoviária. Ainda tinha lugar no busão que saía às 10. Comprei uma coca e um doritos que, pra meu azar, já tava todo esmigalhado. Odeio quando pego um desses. Eu gosto mesmo é de pegar uns dois ou três, empilhar e encher a boca. Dá a impressão de que a gente está se alimentando de verdade. É, eu gosto de me enganar.
Sentei no meu lugar, poltrona 27, janela, ninguém do lado. Fiquei por uns 2 ou 3 minutos com a esperança de que sentasse uma gostosa. Mas isso aqui não acontece. Parece que lá no Rio Grande do Sul é normal andar em coletivo cheio de gostosas, tipo um comercial de cerveja. Santa colonização alemã. Danke!
Mas enfim, nenhuma gostosa na poltrona 28, mas pelo menos ficou vazia e eu pude me espraiar. Duas horas e pouco de estrada, meio dia eu tava na praia. Pelo menos não perdi o finde por causa do meu caroneiro que me deu o cano. Vai ver se deu bem na noite. Isso eu não tinha pensado. Se for isso, menos mal.
João acordou e olhou para o relógio do celular: 7:02 a.m.
Pôs o pé direito no chão, como sempre, pra dar sorte. Sentou-se à beira da cama, já com os 2 pés no chão, apoiou as mãos sobre o joelho e ficou observando seu pau ainda duro, tentando lembrar do sonho que havia sonhado (se tinha sonhado que trepava com alguém). Mas não, era apenas tesão do xixi mesmo, reflexo provocado pela bexiga cheia. Foi ao banheiro e acabou com a fantasia.
Tomou uma ducha rápida, se secou na toalha, pôs uma bermuda de surfe pra já chegar pronto na praia. Calçou as havaianas, tomou um copo de iogurte e catou um pacote de doritos, a única coisa comestível que restava no armário, pra comer na viagem.
Olhou para o relógio novamente. 7 e 35. O J.P. já devia estar puto. Jogou as coisas pra dentro do carro e foi em direção à casa dele tentando ligar, sem sucesso. Chegou na frente da casa do J.P. e nada dele. Tocou o interfone e nada. Pensou “filho da puta, tomou todas ontem e nem voltou pra casa. Deve estar por aí jogado na sarjeta”.
Ligou o carro e o foda-se e pegou a estrada. Chegando na praia, foi direto à casa do J.P. e lá estava ele, deitadão na rede, depois de um surfe na manhã.
- Cara, como é que tu já ta aqui?
- Como assim? Cansei de te esperar e peguei um busão.
- Mas eu só atrasei 15 minutinhos.
- João, tu atrasou 24 HORAS e 15 minutinhos.
- Hoje não é sábado?
- Não, hoje já é domingo.
- Caraca. Sempre me esqueço que tu mora do outro lado do meridiano.
- Sim, te ligo quando estiver saindo. Daí tu conta uns 15 minutos e desce.
- Fechado.
Na manhã seguinte, o telefone não tocou. Já era 7 e meia, a hora combinada, e nada do João. Ligava pra ele, só dava na caixa de mensagens. Putz.
E o meu fim de semana? E a praia? E o surfe? E as garotas? Maldito do João. Já são 8 e meia e nada desse filho da mãe atender. Vai ver tomou todas ontem à noite e ainda não conseguiu sair da garrafa de vodca.
Me toquei pra rodoviária. Ainda tinha lugar no busão que saía às 10. Comprei uma coca e um doritos que, pra meu azar, já tava todo esmigalhado. Odeio quando pego um desses. Eu gosto mesmo é de pegar uns dois ou três, empilhar e encher a boca. Dá a impressão de que a gente está se alimentando de verdade. É, eu gosto de me enganar.
Sentei no meu lugar, poltrona 27, janela, ninguém do lado. Fiquei por uns 2 ou 3 minutos com a esperança de que sentasse uma gostosa. Mas isso aqui não acontece. Parece que lá no Rio Grande do Sul é normal andar em coletivo cheio de gostosas, tipo um comercial de cerveja. Santa colonização alemã. Danke!
Mas enfim, nenhuma gostosa na poltrona 28, mas pelo menos ficou vazia e eu pude me espraiar. Duas horas e pouco de estrada, meio dia eu tava na praia. Pelo menos não perdi o finde por causa do meu caroneiro que me deu o cano. Vai ver se deu bem na noite. Isso eu não tinha pensado. Se for isso, menos mal.
João acordou e olhou para o relógio do celular: 7:02 a.m.
Pôs o pé direito no chão, como sempre, pra dar sorte. Sentou-se à beira da cama, já com os 2 pés no chão, apoiou as mãos sobre o joelho e ficou observando seu pau ainda duro, tentando lembrar do sonho que havia sonhado (se tinha sonhado que trepava com alguém). Mas não, era apenas tesão do xixi mesmo, reflexo provocado pela bexiga cheia. Foi ao banheiro e acabou com a fantasia.
Tomou uma ducha rápida, se secou na toalha, pôs uma bermuda de surfe pra já chegar pronto na praia. Calçou as havaianas, tomou um copo de iogurte e catou um pacote de doritos, a única coisa comestível que restava no armário, pra comer na viagem.
Olhou para o relógio novamente. 7 e 35. O J.P. já devia estar puto. Jogou as coisas pra dentro do carro e foi em direção à casa dele tentando ligar, sem sucesso. Chegou na frente da casa do J.P. e nada dele. Tocou o interfone e nada. Pensou “filho da puta, tomou todas ontem e nem voltou pra casa. Deve estar por aí jogado na sarjeta”.
Ligou o carro e o foda-se e pegou a estrada. Chegando na praia, foi direto à casa do J.P. e lá estava ele, deitadão na rede, depois de um surfe na manhã.
- Cara, como é que tu já ta aqui?
- Como assim? Cansei de te esperar e peguei um busão.
- Mas eu só atrasei 15 minutinhos.
- João, tu atrasou 24 HORAS e 15 minutinhos.
- Hoje não é sábado?
- Não, hoje já é domingo.
- Caraca. Sempre me esqueço que tu mora do outro lado do meridiano.
10 minutinhos
Todo dia era a mesma coisa. Dona Constantina ia até o portão e chamava:
- Carlos Eduardo, entra que tá na hora de jantar!
- Só mais um pouquinho, mãe. Mais 10 minutinhos!
E assim se passaram alguns dias, semanas, e os 10 minutinhos já estavam virando rotina.
Até que um dia Dona Constantina chamou o menino, já esperando pela resposta dos 10 minutinhos de sempre mas, pra sua surpresa, o menino veio de bate-pronto.
- Ih, vai chover...hoje não tem 10 minutinhos, Carlos Eduardo?
- Não, mãe. Eu já completei as 24 horas.
- Que 24 horas, meu filho?
- Daquele dia que eu não pude brincar porque fiquei de cama. Já recuperei o dia todinho!
Todo dia era a mesma coisa. Dona Constantina ia até o portão e chamava:
- Carlos Eduardo, entra que tá na hora de jantar!
- Só mais um pouquinho, mãe. Mais 10 minutinhos!
E assim se passaram alguns dias, semanas, e os 10 minutinhos já estavam virando rotina.
Até que um dia Dona Constantina chamou o menino, já esperando pela resposta dos 10 minutinhos de sempre mas, pra sua surpresa, o menino veio de bate-pronto.
- Ih, vai chover...hoje não tem 10 minutinhos, Carlos Eduardo?
- Não, mãe. Eu já completei as 24 horas.
- Que 24 horas, meu filho?
- Daquele dia que eu não pude brincar porque fiquei de cama. Já recuperei o dia todinho!
Thursday, February 21, 2008
Tuesday, February 19, 2008
Que vergonha, faz quase 1 mês que não posto nada por aqui.
NUMSEI
Não sei o que cê faria
Se no lugar do ésse
Eu pusesse o cê cedilha
Não sei como soaria
Se eu muito suasse
No sovaco e na virilha
Tampouco sei o que será
Só sei que seremos felizes
Seja no Acre ou no Ceará
NUMSEI
Não sei o que cê faria
Se no lugar do ésse
Eu pusesse o cê cedilha
Não sei como soaria
Se eu muito suasse
No sovaco e na virilha
Tampouco sei o que será
Só sei que seremos felizes
Seja no Acre ou no Ceará
Thursday, January 24, 2008
ATAQUE CARDÍACO
Aprendi nas aulas de biologia que o coração é um músculo que bombeia o sangue. Só acredito vendo. Porque quando meu coração aperta de saudades, o que eu sinto ser bombeado dentro de mim são as lágrimas, diretamente para os meus olhos.
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